quinta-feira, 25 de junho de 2009

A volta

Fazia quase 4 meses que não escrevia aqui, mas resolvi voltar. Nenhuma decisão é pétrea, já que nós todos somos efêmeros, não é?

Pois bem, ontem descobri que odeio prolixidade. Sou um tanto suspeita para criticar tal defeito, uma vez que consigo vomitar palavras melhor do que vomito almoços mal digeridos, contudo, com a ajuda do meu querido Lexapro, estou num nível de discernimento tão surreal que parece que estou olhando tudo por cima. Foi nesse momento que descobri o quanto odeio pessoas que não têm travas na língua.

Tudo tem o seu momento, para não transformarmos informação em lixo auditivo. Estou ouvindo mais do que falo, mesmo porque muitas vezes - dependendo da outra parte no diálogo - falar ao vento e falar a um indivíduo é a mesma coisa. O diálogo é uma fonte de aprendizado estupidamente não-recíproca e, ainda assim, lamentavelmente necessária.
Entretanto, existem coisas que não precisam ser ditas.

O vasto leque de combinações químicas sendo produzidas no meu cérebro me impede de ficar demasiadamente triste, porém, não perdi a capacidade de me desapontar. Ontem eu ri, tomei cerveja, assisti a um debate de meu interesse e conversei. Falei mais do que o necessário, provavelmente por causa do nível alcoólico no meu sangue e, como um diálogo pede outra parte envolvida, meu parceiro também falou demais.

É claro que disso tudo tiro a lição do dia: Conversar: sim. Aprofundar: longe das cadeiras de plástico do bar, obrigada!